Há muitos momentos especiais na vida da gente, momentos estes que se tornam frequentes, como uma palavra ou uma frase dita por alguém que veio ao mundo com o dom divino de falar de amor. E eu tive a honra de conhecer uma dessas pessoas, tão especiais quanto tudo aquilo que ela agora transforma em uma bela obra, e é essa obra que eu venho humildemente saudar com muito orgulho. “ETERNA SOLIDÃO” não fala só o que sentimos, mas sobre o que vivemos em nosso mais profundo “eu”. São sonhos que deixamos de sonhar, por medo ou por comodismo. A solidão, muitas vezes, interpretada como um mal avassalador, aqui se torna a melhor das companheiras, aquela que nos ouve em silêncio e que nos mostra uma realidade, muitas vezes ignorada. A dor é amenizada quando passamos a compreender a origem de nossas atitudes ao invés de reprimi-las, simplesmente. O medo é a barreira da fragilidade, quando assumimos essas dificuldades notamos que apenas preservamos o que o ser humano tem de melhor: “A SENSIBILIDADE”. E é essa sensibilidade que o autor aborda nesta obra, reunindo sutileza e pureza, que fala não para uma pessoa, mas para o conjunto de todas elas. A poesia é, sem dúvida, a forma mais natural de manifestar essas sensações. Mas alguém, extremamente sensível, consegue ir além das palavras. Ela vive intensamente tudo aquilo que transfere para o olhar, para um gesto, um pensamento e revela o lado oculto do autor. Aquilo que ele não consegue, mas que se faz entender...
Aldineia N. Dos Santos
Atriz
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