terça-feira, 29 de abril de 2008

BREVE PALAVRA

Há muitos momentos especiais na vida da gente, momentos estes que se tornam frequentes, como uma palavra ou uma frase dita por alguém que veio ao mundo com o dom divino de falar de amor. E eu tive a honra de conhecer uma dessas pessoas, tão especiais quanto tudo aquilo que ela agora transforma em uma bela obra, e é essa obra que eu venho humildemente saudar com muito orgulho. “ETERNA SOLIDÃO” não fala só o que sentimos, mas sobre o que vivemos em nosso mais profundo “eu”. São sonhos que deixamos de sonhar, por medo ou por comodismo. A solidão, muitas vezes, interpretada como um mal avassalador, aqui se torna a melhor das companheiras, aquela que nos ouve em silêncio e que nos mostra uma realidade, muitas vezes ignorada. A dor é amenizada quando passamos a compreender a origem de nossas atitudes ao invés de reprimi-las, simplesmente. O medo é a barreira da fragilidade, quando assumimos essas dificuldades notamos que apenas preservamos o que o ser humano tem de melhor: “A SENSIBILIDADE”. E é essa sensibilidade que o autor aborda nesta obra, reunindo sutileza e pureza, que fala não para uma pessoa, mas para o conjunto de todas elas. A poesia é, sem dúvida, a forma mais natural de manifestar essas sensações. Mas alguém, extremamente sensível, consegue ir além das palavras. Ela vive intensamente tudo aquilo que transfere para o olhar, para um gesto, um pensamento e revela o lado oculto do autor. Aquilo que ele não consegue, mas que se faz entender...

Aldineia N. Dos Santos
Atriz

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